segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Lá se foi o azul dos olhos teus…

lagrimaApesar de hoje ter sido um dia pra felicidade, meu coração não parou de chorar. Apesar de termos recebido visitas, nunca meu coração se sentiu tão sozinho. Apesar de a razão do meu viver ter completado 3 meses, meu coração sentia que ainda falta algo para torná-lo completo.

Mais de um mês se foi. Ainda estou aqui, assim, meio que sem saber pra onde continuar a caminhar. De que adianta ter todo o mundo a minha frente? De que adianta encontrar a força pra continuar? Nada é mais a mesma coisa. Tudo está tão diferente. E nem é diferente bom. Nem diferente mau. É muito diferente, um diferente que dói pois ao mudar tudo de lugar, levou também o azul dos olhos meus.

Não tenho mais vontade de escrever pelas entrelinhas. Às vezes eu preferiria que nada tivesse acontecido. Preferia ter ficado quieta, sofrendo calada, mas a mania de querer ser feliz e fazer com que os outros também sejam faz com que eu sempre coloque os pés pelas mãos. Taí, tornei os outros mais felizes, mas a que custo? Hoje não consigo mais chorar, mas será que é porque as lágrimas secaram? Ou será que já não há mais lágrimas pra chorar?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

couch-surfing

Todo ser humano deve passar por um dos momentos mais cruciais na sua vida: a escolha de um novo sofá. Parecia simples quando houve a primeira escolha, mas como trocar o velho pelo novo?

Depois de meses de pesquisa e procura, hoje decidi dar o passo que faltava. Acordei cedo e, depois de amamentar minha Bela, dar banho nela, tomar café, tomar banho, descer com tudo, cheguei na Barra meio dia. (ufa!) E, apesar de ter pesquisado tanto pelo sofá ideal para essa nova fase da minha vida, me apaixonei por outro.

Daqui a um mês, direi adeus a meus dois amiguinhos de longos caminhos e partirei para uma jornada de um sofá só. E que sofá!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Regrets

Ando pensando muito em tudo que vem acontecendo na minha vida. Sei que tudo é parte de um aprendizado, mas hoje me pergunto se aquela frase “antes se arrepender do que fez do que se arrepender do que não fez”. Tantas coisas aconteceram nesses últimos 5 anos e tantas pessoas me perguntam porque decidi fazer isso ou aquilo que é claro que acabo me questionando se essa frase é verdadeira pra mim.

Não consigo imaginar o meu presente sem tudo o que fiz no meu passado. É claro que errei (e feio muitas vezes), mas o que consegui em troca, o aprendizado de tudo, faz com que tudo tenha valhido a pena.

E é verdade, é melhor se arrepender do que fez, ou na  realidade nem se arrepender, mas ver tudo como um tijolinho amarelo na nossa estrada em direção à vida. É isso que penso quando vejo o que tem acontecido comigo. No more tears or thoughts of what could have been… É só viver e continuar vivendo, como sempre fiz.

Acho que tenho feito um bom trabalho, não acham?2782973851_c0ca1e756a

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sobrevivendo…

Tá bom. As coisas que aconteceram não estavam nos planos. Na maioria das vezes as coisas que acontecem são um pouco diferente daquilo que esperávamos, mas então por que tanto fuzuê?

Pra mim é muito difícil lidar com a frustração. Acho que por eu ser tão decidida nas minhas coisas e por planejar a minha vida tim tim por tim tim, quando algo sai diferente daquilo que eu esperava, bate uma angústia desesperadora.

Só que não adianta planejar a nossa vida quando tanto dependemos das resoluções do outro também. Agora não culpo mais ninguém por tudo o que vem acontecendo, mas foi doloroso ver os planos indo por água abaixo.

Mas não será por isso que deixarei de viver a minha vida do jeito que sempre vivi. Apesar de o que eu tinha planejado não ser mais o que virá a seguir, os próximos capítulos dessa história ainda irão surpreender muita gente, principalmente eu.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Divorciada aos 30

Começar de novo… Eu nunca tive medo de sacudir a poeira e dar a volta por cima, mas dessa vez as coisas estão sendo diferente.

Eu tinha tudo. A vida estava caminhando para o Happy Ending, mas aí vem uma rasteira do destino. Minha filha, com menos de dois meses de vida, é quem me ajuda a varrer a poeirinha que ficou com a saída do Cadu da minha vida. Para todos aqueles que ficaram surpresos, imaginem eu. Mas essas coisas acontecem, a gente nunca deve planejar as coisas muito a diante porque tudo pode mudar de uma hora pra outra.

Tome a minha vida como exemplo. Até o dia 20 de dezembro de 2010 eu tinha uma família, estávamos nos acostumando a viver em trio. E de uma hora pra outra, eu volto a ser uma dupla, mas uma dupla diferente: Belinha e eu.

Tá sendo difícil, mais do que eu pensava, mas acredito que o tempo vai curar as feridas abertas. O coração ainda tá partido, mas nada como um bom super bonder…

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Os TDAHs do meu Brasil!


Sempre me perguntei porque eu agia diferente das pessoas ao meu redor. Sempre fui meio nervosinha, tinha um mundo só meu na cabeça e achava tudo o que os outros diziam um saco. Fui taxada de garota problema, aborrecente, e sempre diziam que quando eu começasse a trabalhar, as coisas melhorariam.

E num é que NÃO melhoraram. Na realidade, consegui controlar meus ataques de nervos, comecei a agir da maneira que gostaria que as pessoas agissem comigo. Isso ajudou muito em manter algum tipo de relacionamento, mas sempre fui taxada de distante. Uma vez me deram o apelido de "Patty Amendoim", só conhecendo muito bem é que saberia quem eu sou realmente.

Claro que as coisas mudam quando você fica adulto. Quem disse que posso sair por aí respondendo o que viesse à minha cabeça? Tá, as vezes ainda acontece, meu marido,
minha mãe e algumas pessoas do trabalho sofrem com isso. Até já me chamaram de Seu Saraiva (tudo bem que demorei a entender) por causa da minha intolerância a perguntas abertas demais (não estúpidas, nunca! hahaha - sarcasmo, minha marca registrada...)

Sempre larguei as coisas já começadas. Era um tédio ir pra faculdade. Ouvir uma palestra sobre algo que não me interesso ou tenho dor de cabeça ou desisto. Mas quando a gente vira gente grande, não pode ficar desistindo das coisas assim. Daí, desde minha "aborrecência", comecei a criar estratégias para tudo.

Foi dificil. Principalmente porque eu estava sozinha nisso. Minha família não via problema algum já que eu era inteligente, nunca tive problemas na escola. A única marca que eles conseguiam perceber era a minha amiga depressão. Amiga porque quase sempre estava ao meu lado, mas naquela época era melancolia. Eu era fresca, assim dizia meu irmão.

Como uma pessoa poderia estar com tudo perfeito na vida e mesmo assim não sair da cama? Chorar o tempo inteiro?

Minha mãe tinha uma resistencia muito grande com relação a psiquiatras. Por isso nunca me levou. E eu ia pelo mesmo caminho pois achava que talvez ela estivesse certa, que eu tinha é que arrumar o que fazer.

A auto estima era tão baixa que deve ter visitado a China. Sempre, por mais que tivesse claras provas do contrário, me achava feia, burra, chata, gorda, incapaz, desistente... (e assim vai...)

Quando comecei a dirigir, as coisas pioraram. Eu não poderia, de jeito algum, ter momentos (3, 4, 5 segundos) de desatenção. Quase bati muitas vezes pois não via que o cara na frente tinha freado. Isso me deixava extremamente ansiosa, o que me levou a uma das piores depressões que já tive.

Mas as coisas acontecem por um motivo. Havia uma aluna minha que era psquiatra e uma coisa leva a outra. Ta-rã! TDAH(I) diagnosticada e ritalinada (como diz Rita Thompson).

Muitas pessoas pensam que quando começamos a medicação, nos tornamos outros. Que nada!! Continuo fazendo as mesmas coisas que me tornam essa pessoa única que sou, mas com moderação. Hoje consigo presentir quando o Seu Saraiva vai descer, e muitas vezes consigo bloquear minhas reações impulsivas. Quando sei que não vai dar, saio de perto.

Minha atenção é outra agora. Nem acredito que consegui escrever esse post enorme!! Os momentos de "Fantástico Mundo de Patrícia" ainda acontecem. Na realidade, eles acontecem o tempo inteiro, mas hoje em dia eu consigo viver nos dois mundo.

Pois é, Sou TADH (I) com muito orgulho!!!!

TDAHI - Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade e Impulsividade
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010



Todo ano é a mesma coisa. Várias decisões são tomadas e no percurso, 90% é completamente esquecido. Por isso decido começar as minhas promessas de ano novo em julho.
1. Parar de fumar. (DONE!)
2. Perder peso. (muito dificil depois de parar de fumar, mas aos poucos as coisas vão indo)
3. Entrar em contato com amigos que deixei pra trás. (In Progress)
4. Deixar o passado para tras. (In progress)
5. Colocar mais aventura na minha vida. (esse ainda não começou, mas to tomando coragem!)

Não estou tão mal. De 5, um já feita, três no caminho e uma tentando pegar no tranco...